“Os Miseráveis”: no tempo em que ainda não havia o “bolsa família”

»Posted by on dez 3, 2012 | 25 comments

 

Estava organizando alguns livros e encontrei um que havia perdido, o primeiro volume de “Les Misérables” de Victor Hugo. “Fantine, Fantine!”. Primeiro nome, primeira lembrança que me veio à mente. Olhei pro livro e pensei: não, não e não. Hoje é domingo, não é dia pra chorar.  Deixei o livro de lado, mas aí lembrei da nova  versão cinematográfica do livro, que vem aí com a dupla Russell Crowe e Hugh Jackman, sob a direção de Tom (“O Discurso do Rei”) Hooper, e que já está aparecendo nas primeiras listas de oscarizáveis deste ano. E resolvi me garantir comprando um estoque novo de lenços. Pois, assim como chorei todas as vezes em que li o livro ou vi suas várias versões cinematográficas e televisivas, sei que também desta vez vou chorar de novo. 

 

 

(texto de Lara Romero)

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Chorar não é fácil para algumas pessoas.  Chorar com testemunhas e em público? Melhor ou mais fácil seria uma dor de dente aguda, diriam alguns. Chorar por algo intangível ou abstrato? Somente na solidão e negando sempre.

 

Adolescente nos anos 80, por duas vezes chorei, morrendo de vergonha pelo ridículo da coisa chorei intensamente, desses choros molhados e silenciosos, discretos no ruído e agudos na dor de garganta. Na primeira vez foi de madrugada, sozinha e em frente à TV. Sessão coruja e finalmente assistia ao filme cuja música de alguma forma foi responsável pela escolha do meu nome. Descerebrada e envergonhada asssistia Dr Jivago e chorava.

 

A segunda vez foi ao ler “Les Misérables”.

 

Lembrando-me do passado, rapidamente coloquei o tal volume bem longe dos meus olhos e continuei com a organização dos outros livros perdidos e espalhados, sem método algum, aqui, ali, lá e acolá. A tarefa tinha uma previsão inicial de uma hora, porém durou apenas uns 20 minutos!

 

Frequentemente tenho ótimas intenções, mas assim como não gosto de acordar cedo, não gosto de dor de cabeça – ou dor de qualquer natureza – também não gosto de arrumar ou organizar as coisas. Nesses momentos, é providencial uma ajudante, uma secretária ou uma amiga neurótica por limpeza e ordem. Sou melhor patroa e amiga do que prendada e disciplinada. Dar ordens, estabelecer metas, organizar a organização que outros irão levar a cabo – um de meus talentos naturais!

 

Uma casa em ordem é um objetivo nobre, porém minhas ótimas intenções não resistem muito tempo. Uma ideia puxa a outra, um livro aviva as lembranças e acabo sem terminar o que comecei, iniciando algo menos nobre e mais interessante. Dessa maneira, convenço-me que 20 minutos são o mesmo que uma hora, faço de conta que a arrumação dominical terminou e vou-me embora pra Pasárgada, ou seja, vou-me embora prum mundo sem limites, sem controles e com um vasto horizonte: a Internet.

 

Consegui deixar o livro de lado, pois hoje não é dia de lágrimas, mas não consegui afugentá-lo de todo do pensamento. Sem choro, sem as vergonhas da adolescência, vasculho o mundo virtual em busca de Fantine, de Valjean e de Javert. Reencontro-me com os musicais, seqüências de filmes, óperas e espetáculos da Broadway inspirados na famosa obra do francês, escritor, poeta, dramaturgo, artista e estadista Victor-Marie Hugo (na foto ao lado), um verdadeiro astro-pop de sua época, cujo enterro (na foto abaixo) mobilizou Paris inteira.

 

Lindas músicas, maravilhosos personagens, momentos marcantes e frases inesquecíveis. Coitada da Fantine e da Eponine! A Cosette foi outra vítima; entretanto, por algum motivo já esquecido, sempre tive mais compaixão e sofri mais com Fantine e Eponine. Recordo que aos 14 anos e em meu pensamento, decidira que o pai da Eponine merecia morrer mil vezes! O Jean Valjean fazia parte de minha lista de heróis preferidos dos clássicos da literatura mundial. O Inspetor Javert era cinza, era vilão, vítima, cruel e justo. Dependendo da idade em que relia o livro, me produzia raiva, compreensão ou pena. Um caso mais complicado e difícil de entender naquela idade onde sutilezas não costumam ser bem recebidas ou corretamente interpretadas.

 

Vale a pena ter essa experiência. Recomendo fortemente. Quem não tiver muito tempo ou paciência para livros de antigamente, poderia começar com filmes, especiais para TV, shows da Broadway e até mesmo extratos de um e de outro que encontramos no padroeiro dos desocupados, muquiranas e preguiçosos, o santo Youtube.

 

Pensei em fazer um pequeno resumo da obra, felizmente desisti. Não consigo resumir algo tão monumental, rico em personagens e em emoções. Mais enriquecedor seria ler o livro (ou livros, dependendo da edição) sem adiantar-se com resumos estraga-surpresas. Alem disso, em dezembro desse ano, chegará à tela grande mais um filme, um musical, baseado nessa obra-prima, com os meus dois australianos preferidos de Hollywood, Russel Crowe e Hugh Jackman, e com uma atriz bela e talentosa de que gosto muitíssimo Anne Hathaway (cuja linda interpretação de I dreamed a dream podemos apreciar no link abaixo)

 

 

E mais um “Behind the Scenes”, os bastidores do filme, com legendas em português:

 

É, resolver arrumar uma bagunça em pleno domingo pode ser perigoso e com resultados inesperados. A bagunça continuará quieta sem fazer mal a ninguém e eu despeço-me, pois tenho que reler um certo diálogo de um certo livro que tentei sem sucesso esconder.

Notas:

- O clássico Os miseráveis foi chamado de “um dos maiores best-sellers de todos os tempos”. Nas 24 horas seguintes à publicação da primeira edição de Paris (1862), as sete mil cópias foram todas vendidas. O livro foi publicado simultaneamente em Bruxelas, Budapeste, Leipzig (na Alemanha), Madri, Rio de Janeiro, Rotterdam e Varsóvia. Depois, a obra foi traduzida para quase todas as línguas do mundo. No século XX, Os miseráveis se tornou filme e musical da Broadway.

 

- Victor Hugo Morreu em 22 de maio de 1885. De acordo com seu último desejo, seu corpo foi depositado em um caixão humilde e enterrado no Panthéon. Ficou vários dias exposto sob o Arco do Triunfo e  estima-se que 1 milhão de pessoas vieram lhe prestar uma última homenagem. Quando morreu, as prostitutas de Paris ficaram de luto.

- Não tem nada a ver com o assunto, mas foi com a canção I Dreamed a Dream, do musical “Les Miserables”, que Susan Boyle foi catapultada rumo à fama. Será que vale a pena vê-la cantar de novo? Claro que vale. Vejam só no vídeo abaixo.

 

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FULECO E A TURMA DA FUSACA

»Posted by on dez 2, 2012 | 36 comments

Fusaca? Fuleco?! Quando pensamos que a criatividade dos homens que comandam o futebol brasileiro chegou ao seu limite, eis que nos surpreendemos com a capacidade que eles têm de se superar. Nos últimos dias, então, parece que o espírito de Vicente Matheus baixou nos dirigentes da Fifa e da CBF, a Confederação Brasileira de Futebol. Vicente Matheus, para quem não entende nada do que se passa dentro das quatro linhas (e fora dela) e menos ainda da sua história, foi um presidente do Corinthians que ficou famoso mais por suas tiradas do que pela administração do clube. Frases como: “Quem está na chuva é pra se queimar”, “Minha gestação foi a melhor que o Corinthians já teve”, e “Depois da tempestade vem a ambulância”, foram apenas algumas pérolas do seu vasto repertório.

(texto de Virgílio Netto)

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O folclórico Vicente Matheus deixou saudades, mas também fez escola. Se não é isso, o que dizer dos nomes dados ao mascote da Copa do Mundo de 2014, o tatu-bola, e à bola propriamente dita da Copa das Confederações de 2013 no Brasil? Quem terá sido o arranca-toco, o perna-de-pau, o cabeça-de-bagre que teve tanta ideia infeliz de uma tacada só?

Coitado do bicho! Primeiro criaram uma lista tríplice com nomes que devem tê-lo enrolado de vergonha. Ser chamado de Amijubi (amizade + júbilo), Zuzeco (azul dos mares + ecologia), ou Fuleco deve dar uma tristeza medonha. O tatu-bola não deve querer sair do buraco nunca mais. Sequer deram chance ao mamífero de fazer uma catimba.

Fuleco! Foi esse o nome escolhido pelo público em votação num programa de TV. Alguém pode dizer que o povo não sabe escolher nem seus próprios governantes, o que dirá um nome de mascote. Mas aí eu sou obrigado a defender meus pares. Com uma lista dessas, não tem saída. Você pode até tentar o drible da vaca, mas a canelada será inevitável.

Fico imaginando como o tatu-bola está se sentindo agora. Sim, porque não sei as outras pessoas, mas sempre que ouço esse nome me vem à cabeça a ideia de algo depreciativo. Coisa do tipo “pimenta no fuleco dos outros é refresco”, se é que me entendem!

Gaiato que só, o povão não perdeu tempo. Em poucas horas as redes sociais foram invadidas por piadas a respeito. Sinônimos não faltaram para o Fuleco: cu / toba / rabo / butão / ânus / fiofó / furico anel / anel de couro / rosca / roela / botico / olhota / roscofe / boga / ladrão / corrupto / fuleiro / descarado / furreca / furreco / questionável / fuleragem / fulêro. Tudo isso além de charges (como uma genial do cartunista Duke, que nós tentamos publicar aí em cima, mas que, por um desses mistérios insondáveis da rede virtual, não entrou, mas nem pelo karalho!)

Os responsáveis por tamanha bola-fora disseram que o nome é uma mistura de futebol com ecologia. Se era pra zonear, podiam ter escolhido ‘futeboleco’. Além de fazer referência direta aos dois substantivos que deram origem à palavra, tem tudo a ver com o atual estágio do futebol brasileiro. Ou o que a seleção canarinho anda jogando não passa de um futeboleco?

Não contentes com o nome que rebatizou o tatu-bola, os dirigentes tiveram outra ideia de gênio (ou seria de jerico?) e foram escolher o nome da bola da Copa das Confederações, que será disputada no ano que vem. A gorduchinha, coitada, teve a mesma sorte do tatu.  Ou seja, não teve sorte alguma. A vantagem é que, por se tratar de um SER inanimado, não será mais maltratada do que já o é em campo.

Cafusa é o nome dela. Quando ouvi essa palavra pronunciada pela primeira vez, uma coisa muito sacana tomou conta de minha mente poluída (Minha mãe vive dizendo isso de mim!). Só pode ser o feminino de Fuleco, eu pensei. E se ele tem todos aqueles significados que citei acima, nem preciso escrever aqui o que pode vir a ser Cafusa. Aliás, por que será que os nomes dos – digamos assim – órgãos femininos têm uma sonoridade mais pornográfica que os masculinos? Acho que isso vale até uma pauta, né, editor-chefe? (nota do editor: acho. Mas o meu favorito inconteste é mesmo o galicismo “xoxota”)

Depois, minha porção séria me remeteu aos tempos do primário. Só podia ser a mulher nascida do cruzamento de índios com negros. Nesse caso, porém, a palavra não é com ‘s’ e sim com ‘z’: cafuza.  Descartei a possibilidade.

Ou então a mulher do Cafu, capitão do penta, se chama Cafusa e resolveram prestar uma homenagem a ele. Engano. O ex-jogador foi quem apresentou a redonda para o mundo (na foto acima) e tratou logo de dizer que não tinha nada a ver com o nome dela. “Foi só coincidência.”

Aí me lembrei que um certo comediante que já me fez rir bastante e hoje não tem a menor graça (deve ser porque eu cresci) falava muito essa palavra em seus programas dominicais. Eureka! Cafusa só podia ser uma homenagem a Didi Mocó. Não seria de todo ruim já que a partir do ano que vem o programa será um finado.

Errei de novo. Achei melhor saber dos próprios criadores a origem do neologismo. E a explicação não poderia ter sido mais surpreendente: trata-se de uma junção das sílabas iniciais de carnaval, futebol e samba.

Fiquei imaginando o que pensariam Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre e Nelson Rodrigues. Até pensei em ouvir a opinião de Roberto da Matta, mas desisti de procurar explicações.

No fim de tudo vi que os dirigentes da Fifa e CBF não são muito afeitos a gols de placa e tampouco são alunos aplicados. Ainda prefiro Vicente Matheus. Afinal, como dizia ele, “dirigir um clube de futebol é como uma faca de dois legumes”. Imagine dirigir a CBF e todos os seus pepinos!

P.S: Sei que é lugar-comum pra caramba, mas não resisti em usar os jargões do futebol para escrever o texto. Foi mais forte do que eu. Os deuses do esporte bretão que me perdoem!

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O BELO E A FERA!

E já que a charge de Duke sobre o coitadinho do Fuleco não entrou aqui, como eu disse, mas nem pelo karalho, fiquemos com esta montagem enviada pelo nosso eterno colaborador Mourão Lima: eu, o Belo, a receber ninguém menos que a fera, dona do mais belo bumbum do Brasil, à beira da piscina em minha casa: pode?!…

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HIGH SOCIETY AGORA É DOWN

»Posted by on dez 1, 2012 | 14 comments

Antigamente o chic era andar impecável na rua. A unha, a bolsa, o sapato tinham que ser absolutamente da mesma cor. O cabelo sem um fio fora do lugar, o sapato engraxado. A coitada da classe média tinha dinheiro pra um bom vestido e era com esse que ela teria que ir a todos os eventos importantes. Custava caro usar todos os itens de que se precisava para andar de acordo com cada ocasião (antigamente até num cinema se ia de gravata). Depois Gal Costa, no auge da cabeleira desbundada, foi considerada uma das mulheres mais elegantes do Brasil, por que não combinava sapato com bolsa. A partir daí tudo mudou com uma rapidez incrível. E agora pra ser chic mesmo tem que ser HI-LO (uma abreviatura de  High and Low, que na tradução ao pé da letra quer dizer alto e baixo, mas em termos fashions quer dizer tipo : caro e  barato).

(by Davi Vallerio)

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Sim minhas divas. A idéia dessa tendência que começou há alguns anos e agora veio para ficar  (esqueçam, nada na moda veio para ficar,n o maximo veio para ir e  voltar ) é que chic mesmo é saber misturar num mesmo look (menos quando você for a uma entrega do Oscar) peças baratas com peças caras. Isso por que hoje em dia a informação é mais avassaladora que a peste negra na Idade das Trevas.Qualquer marca xumbrega e qualquer protagonista do Complexo do Alemão tem acesso a um mínimo de informação de moda.E qualquer loja de departamento está antenada com as tendências das temporadas.

Isso facilitou para entrar de salto alto nessa moda de usar peças baratinhas com aquela roupa que te custou os  Betty Davis eyes da cara. E está deixando de cabelo em pé aquelas tradicionais marcas que cobravam caríssimo por um jeans five pockets (agora o mesmo jeans, tão bem modelado e com uma lavagem moderna, pode custar bem menos nesses grandes magazines).

O Hi & Lo também pode ser considerado na mistura de materiais, ou seja,  um shorts jeans podrinho (da marca bem cara) com um sapato de salto brilhantérrimo (da marca mais ou menos).Uma regata branca rasgadinha com uma calça linda de alfaiataria.O efeito do glamour com o “desencanado” é que é legal. Vocês já devem ter visto milhares de celebridades clicadas por paparazzi assim.

Mas voltando ao tema barato vs. caro.Se o corpo e a carinha da empreguete ajudar, ela pode ficar praticamente idêntica a filha da patroa pagando bem menos. E até as patroetes já estão aderindo a moda. Já que mulher tem que comprar a cor, o comprimento e a peça chave da estação mesmo, melhor pagar mais barato e mais descartável do que ficar com aquele elefante nude de três coleções atrás pelo qual se pagou uma fortuna.

Prova disso é que os grandes magazines estão investindo em parcerias com marcas e ou celebridades para lançar coleções que acabam em horas nas araras dos shoppings classe B e C. Segundo as vendedoras (que não quiseram se identificar, risos) quem está disposta a se engalfinhar por vestidos de R$ 99,99 da Stella Mccartney by C&A, Madonna by H&M (marca barata gringa que está pra chegar no Brasil), Mixed para C&A e agora Daslu para  Riachuelo, não são só as durangas mas são  também as madames,ou seja: elas entraram no Hi & Lo sem medo de ser feliz.

E assim estão abrindo mão da qualidade e correndo o risco de algum ziper estourar e deixá-las na mão no evento de ricas. Sim, por que pra vender mais em conta essas roupas da Versace para H&M, por exemplo, não há milagre. A qualidade das peças obrigatoriamente tem que cair. Para uma peça de roupa ser mais barata a matéria prima tem que ser mais barata (apesar da quantidade enorme de compra desses magazines conseguir  reduzir custos), o tempo numa máquina de costura também conta, ou seja, quanto menos elaborada, mais rapida ela fica para ser produzida, mais barata ela se torna. As estampas não podem ter aquele toque maravilhoso ou tantas cores. Tudo que é melhor encarece. Então se vocês repararem a peça da Daslu para aRiachuelo não vai ser idêntica à peça da Daslu para a Daslu.Mas tá valendo, vamos todos morrer mesmo e as roupas vão ficar ai.

Lógico que não é só de peças produzidas por criancinhas escravas asiáticas que vivem as ricas . Elas precisam das peças High. E o mercado de luxo também cresce, principalmente no Brasil. Shoppings com as marcas em que nada custa menos de três zeros à direita são sucesso de critica e público. Há uma reclamação da carência de vendedores bem nascidos (ou bem educados) para essas marcas. Não basta ser bilingue, tem que ser viajado, entendido (de moda gente,não me levem a mal) e que saiba conversar sobre as mesmas coisas que o cliente endinheirado (mesmo que dividam um apartamento de dois quartos no Jardins com cinco vendedores da mesma estirpe). Eles estão em falta e podem ganhar muito mais que muito doutor por aí (se dividem o apê é por que precisam mesmo é gastar para viver a vida de glamour não tão de acordo com seu bolso Armani… Embora estejam de Armani).

E cresce também o conceito de luxo. A cada dia está cada vez mais impossível ser rico e se destacar.Enquanto não inventaram um resort exclusivo na Lua (ou num planeta mais distante e exótico, Lua já está muito batido) e um bronzeamento artificial com pigmentação de ouro  e brilhante,,as ricas estarão desesperadas tentando se diferenciar do resto da humanidade. Qualquer um vai a Paris, qualquer um já conhece Nova York, qualquer um frequenta uma Daslu (mesmo que seja do Shopping classe B). Bolsa cara agora não custa mais 5 mil. Custa 50 pra nem a parcela a que tem mais um pouquinho de dinheiro conseguir pagar. Quem sabe um dia, a madame não faça questão que a favela que dá de frente para seu condômínio tenha barracos de griffe como o dessa dilustração abaixo?

 

Danuza Leão (na foto abaixo) que nem é tão rica assim, mas é da elite da elegância brasileira há anos (nem tantos anos assim, querida) está quase sendo condenada a mais anos de prisão do que o Bruno, o Macarrão e o povo do PT juntos por que escreveu um artigo super irônico na Folha de São Paulo a esse respeito: o desespero das elites em se diferenciarem em tempos em que a classe B e quiçá a C vão ao paraiso (e a Paris) em prestações a perder de vista.

Estão chamando a mulher de elitista e egocêntrica pra baixo. Entender ironia ainda é pra poucos, ou pra muito poucos.

Cliquem no link abaixo e leiam o artigo “amaldiçoado” de Danusa. Vale a pena.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/danuzaleao/1190959-ser-especial.shtml

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VOCÊ GOSTA DE PERNIL?

»Posted by on dez 1, 2012 | 10 comments

 

Carine Felizardo, a dona dos dois pernís acima, suficientes para alimentar várias famílias famintas durante uma semana, acaba de ser eleita a portadora do bumbum mais bonito do Brasil, num concurso do qual participaram candidatas de vários pontos do País. Carine é do Pará, Estado que já nos deu Gaby Amarantos, e para o qual devemos olhar com mais atenção. Certamente algum de vocês – pelo menos um! – perguntar-se-á, ao ver as fotos da moça, condenada a ser fotografada sempre de costas: será que ela é igual àquela da piada, a tal Raimunda que era “feia de cara, mas boa de bunda?” O melhor é que não! Além de ser portadora dessas extremidades rotundas, ou seja, ser maravilhosa de bunda, Carine é uma gracinha de cara, como vocês podem ver na foto abaixo. Ou seja, pelo que mostra acima e abaixo ela não encontrará dificuldades em viver, muito justamente, aliás, seus 15 minutos de fama, que, como eu torço por ela, espero que se prolonguem pelos anos afora. Boa sorte quereeeeda, e Deus abençoe esta sua fartura! (Aguinaldo Silva)

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ELA CANTA PRA SER FELIZ

»Posted by on nov 29, 2012 | 76 comments

 

Gabriela colocou um ‘y’ em seu apelido, juntou os sobrenomes – Amaral dos Santos -, e deu vida a pop star do momento: Gaby Amarantos. Aos 34 anos, essa paraense tem orgulho de frisar que é também jurunense – nascida no pobre e violento bairro Jurunas, periferia de Belém, onde mora até hoje. Humilde e muito risonha, a rainha do Tecnobrega emplacou Hoje, Eu Tô Solteira (versão de Single Ladies) e virou a Beyoncé do Pará. Com figurino repleto de brilho, leds, cílios postiços e saltos enormes ganhou outros dois codinomes: Lady Gaga da Floresta e Björk Tupiniquim. E fez mais sucesso com os hits Ex Mai Love e Xirlei.”Hoje sou um ícone fashion. Há dois anos era brega”, observa a mãe solteira de Davi, 3 anos. E se, no passado, o excesso e perda constantes de peso trouxeram até bulimia, hoje Gaby assume seu lado gostosona. Ela não fala em quilos, mas em manequim: estacionada no 40 nesse momento, por conta de uma gastrite, a poderosa gosta mesmo é de exuberância, assume suas celulites e dá um recado às mulheres: “Não adianta ficar chorando, deprimida, vá se esforçar pra ser feliz!”.

entrevista de Simone Magalhães

fotos: Fco. Patrício

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Você poderia ter sido sambista, mas preferiu buscar sua própria identidade musical…

Não é que eu tenha preferido não ser: o samba está por aqui, no sangue, nas minhas origens, na minha família. A gente tem até uma escola de samba, a Coração Jurunense.

E você participava?

Na adolescência eu ia para o barracão fazer fantasias. Essa coisa de gostar dos brilhos, essa composição de moda, vem também daí, de ir para o barracão e, sempre que sobrava um materialzinho de fantasia, levava pra casa e tentava bordar, customizar. E isso foi despertando meu interesse por moda, por cor, por brilho.

Chegou a pensar em se dedicar à moda ou já se imaginava cantora?

Eu pensava em ser professora, mas queria ser psicóloga, mas queria ser coreógrafa, mas queria ser atriz, mas queria ser geógrafa! (risos). Queria fazer tudo. A música foi pelo que realmente me decidi. Pensei: ‘Cara, é isso o que eu quero!’.

Mas queria ser noviça…

(risos) Também. Fui fazer curso vocacional pra ser noviça. Participei durante muito tempo de movimento jovem na igreja, cantei, fui catequista. No curso, a palestrante falou em voto de pobreza: ‘Tudo bem’. Abstinência sexual: ‘Tudo bem’. Nenhum tipo de maquiagem: ‘Opa! Aí, pegou. Não é pra mim’. Juro: foi por isso. Não rola ficar sem maquiagem. (risos)

Você chegou a falar pra ela?

Era uma ex-noviça, que dava palestras para contar porque desistiu, e tudo o que enfrentou, para ver se era aquilo que a gente queria, se estava vocacionada de verdade.

Achou mesmo que tinha vocação pra freira?

É que eu queria fazer trabalho social. E achava que poderia ser por ali. Mas a vaidade me pegou. Na época, com 14 pra15 anos, não tinha namorado, nem vida sexual, era uma menina. E fazia muito trabalho social na igreja, em leprosário, asilo, com crianças…

Aliás, você tem esse lado de apoio às causas sociais muito forte. A preservação amazônia, dos índios, não à homofobia, entre outras.

Que posso exercitar sem precisar ser freira, né? Sempre gostei de ajudar os outros, e das causas merecedoras.

E, desde pequena, cuidava de seus irmãos, Gabriel, 32, e Gabrielle, de 30. Vocês tinham uma vida humilde?

Sim.  Bem humilde, mas com muita dignidade. Estudava em colégio público, não tinha plano de saúde. Havia época em que meu pai podia custear colégio particular, aí pagava pra mim, que era a mais velha, e não dava pra pagar para os meus irmãos. Meu pai pensava: ‘Vamos investir na educação da mais velha’. Era chato isso. Até hoje minha irmã brinca que eu tive festa de 15 anos, e ela não. Minha mãe (Elza, 66 anos) fez um bolinho pra mim. Foi muito legal. Mas, 

depois, a situação piorou porque meu pai (Conrado, 60 anos) saiu do banco onde trabalhava, ele foi vítima de preconceito racial. E mamãe, além de dona de casa, lavava roupa pra fora, fazia salgadinhos – ela cozinha divinamente e tinha sempre encomendas -, vendia Avon. As pessoas falam: “Gabi, você faz mil coisas!’. Respondo sempre: ‘É que vocês não conhecem minha mãe’. Ela é muito ativa! Onde tinha um curso, tipo ‘Ensina-se bordado’, lá ia ela. E costurava também. Eu era a cobaia (risos). Foi ela que me iniciou na moda. Tenho um orgulho enorme dela.

Mas quando você optou por ser cantora profissional, eles não gostaram…

Claro que não, né? No início, eu tinha que fugir pra cantar, tinha que mentir, meu pai ficou de mal comigo. Minha mãe é que me dava força.

Como foi o começo dessa trajetória?

Eu era muito animada, cantando na igreja. E acabei afastada porque queriam algo mais contido, tradicional. No mesmo domingo, quando isso aconteceu, fui com uma amiga a um barzinho. O rapaz que cantava lá me conhecia, e perguntou se não queria cantar MPB com ele. Comecei com Bethânia, Marisa Monte, Elis… Aí, propus: ‘Por que a gente não canta brega?’. E logo estávamos cantando lambada, o bar encheu, afastaram as mesas, a poeira subiu… Foi muito bom.

E você recebeu cachê?

Um prato de sopa. Isso mesmo! (risos)

Mas resolveu investir na música da periferia, das suas raízes, com uma levada mais moderna. Mas o Tecnobrega é mais do que isso, não?

É um estilo de vida, um comportamento, uma maneira de falar de amor. E tem as festas de aparelhagem, que são uma espécie de rave, e misturam tudo, guitarrada, carimbó, lambada. Lá, têm aquelas naves onde ficam os Djs, e as pessoas vão pra se divertir sem pensar no que os outros irão dizer. Em 2002, resolvi montar minha banda, a Tecnoshow, que acabou quando saí para ter meu filho em 2009. Mas já soube que eles estão voltando. Torço muito para que isso aconteça. Mais referências do Norte pelo Brasil.

É, porque até então, pelo menos pra mim, as referências que vieram do Pará tinham sido o carimbó, cantado pela Eliana Pittman, e, mais tarde, Fafá de Belém.

E o açaí (risos).

Que, aliás, soube que é sua mola propulsora pra aguentar a maratona de shows.

Mas é diferente de vocês aqui, que comem com banana, granola, mel. Pra gente é um outro açaí, com farinha d´água, e que se come com comida: camarão seco, peixe frito. É uma delícia, uma fonte de energia incrível.

Nossa, deve dar uma sensação de plenitude… Mas voltando a 2009, ao nascimento do Davi. Foi uma gravidez não planejada.

Sim. Mas muito bem-vinda. É um menino maravilhoso!

A escolha do nome do seu filho tem alguma conotação religiosa?

Com dois meses e pouco de gravidez recebi uma intimação da Justiça do Trabalho de um ex-companheiro de trabalho, da Tecnoshow. E quase perco o Davi. Fiquei muito aflita com a audiência, e abri a Bíblia no Salmo de Davi número 27 (‘Anelo pela presença de Deus’),

comecei a ler e a me acalmar, me deu segurança. Falava algo do tipo “a adversidade na Justiça será superada”. Acabou dando tudo certo, e resolvi colocar o nome de Davi no meu filho.

Durante a gestação mergulhei numa vida espiritual muito intensa, passei a pesquisar várias religiões. Foi um período de reflexão muito grande

A relação com o pai do Davi, que você prefere não divulgar o nome, foi um flerte?

Foi. Ele é um artista de Belém. Mas não quis saber quando fui contar sobre a gravidez. O engraçado é que antes ele falava muito que queria ter um filho. Quando Davi nasceu, eu disse que poderia vê-lo quando quisesse. No aniversário de 1 ano, ele ligou e me falou que ainda não estava preparado, que ainda não havia digerido o que tinha acontecido. Acho que agora quer se aproximar, mas está meio receoso.

De as pessoas acharem que é por causa do seu sucesso?

Pode ser.

Quando tem evento como Dia dos Pais no colégio dele quem vai é o avô? Ele é a figura que representa o pai para Davi?

Não. Ele chama o marido da minha irmã de pai.

Mesmo com tantas viagens, vocês têm uma relação próxima?

Ele já está acostumado. Eu tinha que correr atrás. Precisava trabalhar. Fiz cesárea e, pouco tempo depois, já estava no palco. Mas falo com ele por telefone, skype e, quando estou Belém o que conta é a intensidade da nossa relação. Ele me vê na televisão e, quando eu ligo, fala como foi no colégio. Outro dia, me mostrou uma revista em que tinha uma foto de nós dois e disse: “Olha o Davi!”. Tenho muita sorte de minha família estar sempre unida, de morar toda junta, na mesma casa, lá no Jurunas.

A casa que você comprou com seu primeiro cachê mais polpudo?

Isso. A família cresceu, e ela também. Agora já é um casarão (risos).

Mas para isso você teve que fazer muito Superpop, da Luciana Gimenez, e embates com a Valeska Popozuda, sobre o que era melhor, o tecnobrega ou o funk…

Estou trazendo um movimento novo. As pessoas diziam: ‘Caramba, você está em todos os programas de televisão. Não tem medo da superexposição?’. Não, eu quero que conheçam o meu trabalho!

Você diz que a letra de ‘Xirlei’ tem a ver com a sua vida (‘Saia vermelha, camisa preta/Chegou pra abalar/ Quando tu for na casa dela, lhe buscar, ela vai preparar/Café coado na calcinha, pra te enfeitiçar…’). Você já coou café na calcinha?

Menina, isso vale pra todo mundo.(risos) Mas veja bem pra quem vai dar esse café porque depois o bofe que bebe gruda de um jeito! (risos)

No clipe, a Xirlei faz reverência, várias vezes, diante de uma santa…

É Nossa Senhora de Nazaré!

Você comparece sempre à festa do Círio de Nazaré (em Belém, no mês de outubro)?

Sempre! Adoro!

Já fez promessas pra ela?

Ih, muitas (risos).

E foram atendidas?

Claro! Foi a ela que pedi pra ter a música na novela! Eu pedi (demonstra, de mãos postas): ‘Minha mãe, ponha minha música na novela, nem que seja só pra tocar um pouquinho, de vez em quando’. E logo Ex Mai Love foi parar em Cheias de Charme.

‘Beba doida’ está na trilha de Salve Jorge. Já bomba nos shows e nas rádios, mas na trama ainda não…

Vai tocar nas festas do (Complexo) do Alemão.

Mas é tema de personagem?

Tomara que apareça uma ‘beba doida’ na novela pra ela tocar bastante (risos).

Você passa muita humildade, e é fiel às suas raízes. Continua morando no Jurunas, não?

Posso até ter uma base aqui no sudeste, mas minha casa é lá.

E o bairro continua sendo perigoso como era na sua infância?

O pessoal da escola não queria fazer trabalho em grupo na minha casa porque eu morava no Jurunas. Está na área vermelha (considerada de grande periculosidade). Mas tem problemas de infraestrutura que também precisam ser resolvidos.

Pretende ajudá-los tendo algum cargo político?

Não. Já sou madrinha da ONG No Olhar, em Belém. Eu me envolvo nas causas em que acredito, mas não penso em me candidatar a nada. Estou aqui só pra cobrar melhor os caras.

Você já disse que sofreu vários tipos de discriminação. Quais foram?

No meu tempo não se falava em bullying, mas sofri preconceito racial, por ser negra; estético, por não ser magra; pela música que escolhi; e por morar no Jurunas. Hoje sou um ícone fashion. Há dois anos era brega.

E aquele ‘cinto de castidade’ que você usava nos shows? Foi aposentado?

Pois é. Era um cinto de castidade com cadeado (risos). Parei de usar já tem um tempo, mas me deu até vontade de voltar…

Mas tinha uma simbologia, não?

As pessoas estão desenfreadas. Adoro sexo, mas ele está muito banalizado. O cinto era um protesto a isso. Não é o sexo que deve comandar a nossa vida. Pode-se evitar muita coisa, como gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis, é só querer. Tem que ter responsabilidade.

Você sempre foi assim, decidida, guerreira – como Clara Nunes, que é um dos seus ídolos?

Procuro ser. Mas existe uma Gaby calma.(risos)

E esse sorriso era constante mesmo nos momentos difíceis da infância, adolescência?

Sempre adorei brilho e futurismo. Eu procurava me fazer feliz. Meu desenho animado preferido era Os Jetsons. Eu imaginava quando poderia voar naquelas naves, apertar um botão e a comida vir prontinha, apertar outro e a roupa descer de algum lugar e me vestir. Não seria bom? Tanto que o meu filme predileto era De Volta para o Futuro.

Você já disse que as pessoas de Belém são mais alegres. Por quê?

Belém é outro país. Estava conversando com Moreno Veloso, filho de Caetano, que fez doutorado em Física e estudos sobre Belém pra entender porque lá as pessoas são tão felizes. Ele disse que tem a ver com a água, com o ar, com a latitude… Ih, um monte de coisas juntas. O povo é todo colorido. As mulheres adoram se arrumar. Há muito tempo já se usava lá maxi colar, maxi brinco! (risos). Lembro de minha mãe que quando ia a uma festa se arrumava toda, vestido exuberante, com aquelas mangas, bem maquiada… As meninas podiam dizer: ‘Sua mãe tá parecendo uma palhaça’, que eu a achava a mulher mais linda do mundo. Sabe aquele comercial de perfume que perguntam ao menino: ‘Como é sua mãe?’. E ele diz: ‘Minha mãe é colorida. E ela brilha!’. Era assim que eu via a minha mãe. Que eu vejo!.

Vamos falar de algo que já foi um problema pra você, e não é mais: o excesso de peso.

Adivinha que manequim eu estou usando agora?

Não tenho ideia… 42, 44?

Manequim 40! Tive problema de refluxo, passei mal no show que fiz com Zeca Pagodinho, em junho (23º Prêmio da Música Brasileira, no Theatro Municipal, do Rio), e fui direto para o hospital. O médico me disse que eu estava com uma gastrite horrível, de fundo nervoso. Que precisava fazer uma dieta rígida e perder 15 quilos. Já perdi 8! Agora vou voltar pra fazer avaliação. Acho que já estou bem.

E logo você que gosta de comer… Quanto de rigidez tem essa dieta?

Fui perguntar a ele o que não poderia comer, ele me disse que era melhor saber o que poderia. Pouquíssimas coisas! Dois tipos de frutas (mamão e pêra), uma proteína (entre peixe, frango e carne vermelha magra), alguns tipos de legumes (chuchu, beterraba e cenoura) e leite desnatado. Não aguento mais ver canja na minha frente! Ah, e milho cozido! E é o milho mesmo, porque não pode ser o de latinha. É tudo sem conservantes.O médico disse que se eu não fizer isso vou perder minha voz, fazer cirurgia…me meteu um monte de susto!

Você engordou na adolescência?

Cheguei a usar manequim 48. Tinha problema de tireóide e gostava de comer. Depois, passei de 48 pra 38. Fiz tudo: tomei remédios, muita dieta e fiquei bulímica.

De usar o cabo da escova de dentes para provocar o vômito?

Era com o dedo mesmo.

Em que momento você se deu conta que estava se maltratando?

Veio a gravidez e pensei: ‘Vou relaxar’. Engordei 35 quilos. Estava grandona, toda me achando. Olhava no espelho e me achava linda: “Olha o meu peito, minha coxa!’. Impressionante como me senti bem. Depois fiquei no manequim 44. E quem diria que uma grande loja de departamentos iria colocar uma mulher com meu biotipo para fazer a campanha dela? Por isso que digo: seja feliz do jeito que quiser. Se você acha que vai se sentir mais feliz com 10 quilos a menos, procure por isso, mas com uma ajuda especializada. Se você se sente bem sendo gordinha – e não tem problemas de saúde, como diabetes, pressão alta, essas coisas -, seja feliz! Isso é que importa. Não adianta ficar chorando, deprimida, vá se esforçar pra ser feliz!

Você fez uma lipoaspiração e se arrependeu, não?

Fiz, há uns oito anos, e foi supertraumatizante. Ninguém chegou pra me dizer: ‘Você vai ficar toda roxa, vai doer muito’. Parecia que 10 pessoas tinham me chutado. Fiquei em depressão, porque estava mais magra, mas toda dolorida. Não faria de novo.

Muitas mulheres se identificaram quando você declarou: ‘Eu não visto 38 e daí? Eu tenho celulite e daí?’.

De alguma forma todas têm celulite, estrias. Tenho feito trabalhos com várias modelos e vejo. E o photoshop também é muito usado.

Não acha que são as mulheres que procuram os defeitos nas outras?

Mas a gente tem chamado tanta atenção, que já tem homem apontando quem tem celulite (risos).

Você faz procedimentos estéticos?

Adoro uma clínica de estética! Quando entro, tenho vontade de fazer tudinho, passar por todos os tratamentos. Adoro massagem, drenagem, laser, limpeza de pele… Mas nada que seja invasivo, que corte.

Você teve duas indicações para o Grammy Latino, está bombando nos shows, nas novelas, virou cult… O que falta?

Ainda tenho muita coisa pra fazer, pra oferecer. Quero que, cada vez mais, aceitem que a música paraense realmente se estabilizou, que acabem com as fronteiras culturais. Tem gente que vai pra Nova York e Europa, e não vai para o Norte e Nordeste. Que o Brasil conheça mais o Brasil.

 

MUSA DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

No fim da entrevista, antes de Gaby Amarantos subir ao palco da Marina da Glória, no Rio, e arrasar em mais um show (cantando Clara Nunes, Wando e Marisa Monte, além do seu repertório), ela recebeu o carnavalesco Cahê Rodrigues, da escola de samba carioca Imperatriz Leopoldinense. A cantora já sabia que o enredo da verde e branco de Ramos, em 2013, é o Pará, mas não imaginava que teria um carro alegório – o Tecnoshow – em homenagem a ela. E ganhou a camiseta da Imperatriz, cheia de motivos paraenses. “Olha, gente! Estou arrepiada! Que coisa mais linda”, emocionou-se. E garantiu que fará todo esforço para desfilar na Sapucaí. Uma homenagem mais do que justa.

 

 

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UMA NOVA FÓRMULA PARA O VELHÍSSIMO “QUEM MATOU”

»Posted by on nov 28, 2012 | 57 comments

 

A partir de hoje temos um novo colaborador: é Silvestre Mendes, ex-aluno da minha master class, fanático por seriados e especialista no assunto, sobre o qual agora passa a escrever no AS Digital, ou AguinaldoSilva Digital para os íntimos. Pois continuo empenhado em dar pra vocês o melhor conteúdo, mesmo que para isso tenha que bancar os gastos do meu próprio bolso: à falta de algum patrocinador de peso, por enquanto eu mesmo me patrocino. O que não quero aqui é o varejo do tipo “livre-se da impotência” ou “ache o parceiro ideal”, ou – meu Deus! – “mate a barata e ganhe um Ipad”. Pra mim, um banco de primeira linha, uma empresa aérea, ou algum mega-milionário de múltiplos interesses são o limite. Mas se nenhum deles se interessar, não será por isso que deixaremos de ter o melhor espaço virtual possível, isso eu lhes garanto. E agora, deixemos de papo furado e vamos ao primeiro artigo de…

 SILVESTRE MENDES.

E Quem Matou?

Existe algo de melhor e pior na raça humana do que a curiosidade?  Todo mundo tem uma curiosidade meio mórbida. Não é por menos que a pergunta do “Quem Matou?” sempre funciona, mesmo quando todo mundo reclama quando o artifício é usado. Gostamos de mistério, não importa a dose.

Em 2007, na Dinamarca, uma série de tevê, Forbrydelsen – traduzida livremente como “Crime” – resolveu seguir com essa pergunta como o fio condutor de sua história. O que não poderia ser esperado era o eventual sucesso que o enredo teria fora de seu país de origem. Forbrydelsen virou sucesso no Reino Unido, ganhando até o BAFTA (Importante premiação Inglesa) como melhor série de tevê internacional. Vale ressaltar que por lá a trama não foi dublada. Os episódios fizeram sucesso e foram ao ar com áudio original e legendas em inglês.

Ano passado foi a vez dos Estados Unidos investirem no sucesso e estrearem a sua adaptação da história: The Killing. A trama começa no último dia de Sarah Linden (Mireille Enos, na foto abaixo com seu co-protagonista, Joel Kannaman) como chefe da equipe de detetives da polícia de Seattle. Ela vai se mudar para Califórnia e pretende se casar e ter uma vida totalmente diferente da que vem tendo, já que não tem tempo para o filho adolescente e nem para o lado pessoal.

Antes de ser dispensada para organizar os últimos detalhes de sua mudança de cidade, Linden é obrigada a mostrar ao seu substituto, Stephen Holder (Joel Kinnaman), como as coisas funcionam por ali. Eles são chamados até um local onde foi encontrado um suéter com manchas de sangue, e no pouco tempo juntos é possível perceber de cara que Holder é cem por cento prático e Linden segue seu “feeling” de detetive. É com essa diferença entre os dois é que chegamos até à família Larsen e aqui as coisas se dividem um pouco. The Killing apresenta então três tramas distintas: A investigação policial, a família da jovem e a eleição para prefeito de Seattle. Pode até soar confuso, mas tudo se costura e se encontra no andar dos episódios, conforme avançamos nos suspeitos e pistas sobre o crime.

Percebam que o plot não é o mais inovador do mundo; mas o que fez esta série tão badalada e elogiada? A forma como a história é contada. The Killing opta por seguir cada episódio como um dia da investigação. Então tudo vai se construindo bem aos poucos, até lentamente, mas não menos envolvente ou sensacional. Também pela primeira vez outra pergunta foi levantada, além da clássica quem matou. Quem era a vítima? Quem era Rosie Larsen (Katie Findlay)? O que ela fazia ou como vivia? Quais os seus sonhos? Pois é, normalmente as histórias acabam deixando esse questionamento de lado e dão mais espaço para uma ação desenfreada em busca do culpado até tudo ser respondido, eventualmente, no final. Mas não aqui. Todos os questionamentos que o remake americano faz são necessários para a história andar e conhecermos bem seus personagens.

Particularmente tenho uma queda por séries de canal fechado, que não possuem aquela obrigatoriedade de correr com o enredo. Gosto de tramas que vão se montando aos poucos e se tornam sólidas. Isso faz com que a gente fique atento em seus 40 e tantos minutos de episódio.

Também admito que o que me prendeu quase que instantaneamente nesta série foi sua detetive, Sarah Linden.  Diferente de outras tramas de investigação, The Killing apresentou uma policial bem singular. Sarah não parece em nada com o estereótipo mostrado em outras produções do gênero. Muito além de ser só a policial durona, que não liga em nada para sua aparência, essa detetive tem um pé na realidade. É humana, tem os próprios problemas e até tenta conciliar tudo, mas sua balança tende a pender mais para o trabalho, assim como acontece em alguns casos na vida real. E é aí que mora o carisma da personagem, acredite.

Outro personagem sedutor e protagonista da história é a chuva. Sim, a chuva. Nunca fui à Seattle, mas existe o mito que por lá chove muito e a série usou desse elemento como um personagem. A cidade ganhou um clima bem noir – o que deixaria Hitchcock muito satisfeito – e a chuva só ajudou ao dar mais “clima” à trama policial.  

Garanto que se vocês começarem a assistir vão acabar se viciando nesse enredo de mistérios e reviravoltas. Particularmente, criei inúmeras teorias ao final de cada episódio. E sim, errei sobre quem era o grande culpado (a) e duvido que qualquer um de vocês fosse acertar! 

A trama (o elenco americano completo está na foto acima) contou com um total de 26 episódios divididos em duas temporadas de 13 cada. Mas isso não significa que seus detetives não têm mais trabalho para investigar. A série foi cancelada pelo canal AMC, mas pode ser resgatada pelo Netflix. Sim, o site de streaming e a produtora responsável estão em negociação para dar uma terceira temporada, com um mistério totalmente novo para os detetives.

Na Dinamarca, o enredo já exibiu duas temporadas completas com histórias distintas. Neste 25 de novembro foi ao ar o último episódio da terceira temporada e da série. 

A Globosat HD já exibiu por aqui a versão dinamarquesa e o canal pago A&E a versão americana.  Isso só reforça que as fronteiras da língua não são barreiras para uma boa história. Afinal, a adaptação americana foi comprada também para ser exibida em canal aberto, pela Rede Globo. Bem provável ocupar o horário da madrugada, sendo exibido no próximo ano após o programa do Jô.

The Killing é um convite ao bom e velho mistério. Vejam aí emaixo a Promo da série. Infelizmente não achei legendada. Mas já da para ter um gostinho de como ela é.

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BRUNA MARQUEZINE ABRE O JOGO

»Posted by on nov 25, 2012 | 53 comments

 

Aquela menininha que chorava horrores em Mulheres Apaixonadas (2003) virou um mulherão. Embora ainda tenha um quê de menina no jeito doce de falar e nas preocupações de toda adolescente, Bruna Marquezine, aos 17 anos e 1,70m, quer mais é fazer bem a sua Lurdinha, em Salve Jorge, novela das 21h da Globo. Se está namorando Neymar? Se ficou noiva dele? Se é “a mulher que deixou o jogador de quatro”, como o jornal português A Bola publicou há alguns dias? Bruna não fala sobre isso, e não está nem aí para o que dizem ou escrevem. Prefere desconversar… Embora, num instante em que a mãe dela se ausentou da entrevista, ao perguntarmos: “e aí, já conheceu seu futuro enteado?” Ela deixou escapar: “ele é uma gracinha!” E mais não disse. Em compensação, sobre o trabalho, e planos para a sua carreira, Bruna abriu o jogo… E mostrou que tem muito a dizer… E a fazer.

entrevista de Simone Magalhães

fotos de Fco. Patrício

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No bem decorado apartamento do pais, Neide e Telmo, na Barra da Tijuca, a atriz – sempre com o celular, com capa de urso panda, nas mãos – mostra um pouco de sua personalidade. Aliás, desde a Salete, da trama de Manoel Carlos, ela já sabia o que queria. No casarão onde a família morava, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Bruna, do alto dos seus oito anos, fez questão de escolher as combinações das roupas que usaria nas fotos, em uma reportagem que fiz  na época por conta da repercussão de sua estréia na TV. E disse até onde eu deveria me sentar para conversar com ela, e apreciar melhor os brinquedos, no quarto cor de rosa. Bruna é assim: linda, simpática e sabe o que quer.

Interpretar uma periguete como a Lurdinha, depois da Suelen (Isis Valverde) de Avenida Brasil, deve ser difícil…

São personagens diferentes, atrizes diferentes. A Lurdinha tem várias leituras, pela realidade que ela vive, os sonhos que tem… Na verdade, ela gosta mesmo é de curtir a vida. Pode ser considerada uma periguete por expor o corpo daquele jeito, sair com um cara diferente amanhã, e querer uma vida melhor.

Mas ela quer dar o golpe do baú no Caíque (Duda Nagle)?

Não. É um namoro despretensioso. Ela quer é curtir. Não vê como ela circula pela casa dele, abre a geladeira, e fala com o Thompson (Odilon Wagner), que é um lord? (risos). Ela é muito espontânea.

No início da novela, Lurdinha queria ser a preferida do traficante, o “dono do morro”…

Muitas meninas de comunidade acham isso interessante pelo poder que esses caras têm no local, pela ‘segurança’ que podem dar. Na cabeça delas é uma coisa de status, de ser mais valorizada onde moram. Estava conversando com o Renê (Silva), do Voz da Comunidade (twitter que aborda o cotidiano do Complexo do Alemão), e ele comentou que era assim mesmo. Existem Lurdinhas como a minha personagem, que gosta de ser admirada, de quem dê uma moral – que é bom para o ego. Mas ela é despretensiosa, bem resolvida, quase sem filtro (risos).

E o figurino dela, mínimo, e o fato de a personagem aparecer sempre de biquíni. Você se sente à vontade?

No princípio me assustou muito. Sempre fiz meninas mais recatadas, e a Lurdinha veio mudar isso tudo. Com o biquíni tomei um sustinho (risos). Mas você tem que se acostumar: é a cara da personagem. O figurino acaba ajudando muito. Na hora em que o coloco e me vejo toda piri (corruptela de piriguete), aí a Lurdinha surge.

Mas esse visual vai enlouquecer o padrasto dela, o Pescoço (Nando Cunha), não é?

Ele não vale nada! Fica azarando todo mundo, explorando a Delzuíte (Solange Badin). Mas, ela é apaixonada, totalmente cega.

Você acha que toda pessoa muito apaixonada fica cega aos defeitos do outro?

Na maioria das vezes. Tem coisas que você pode tentar mudar para melhorar. Se amam mesmo, os dois têm que se adequar para dar certo. Acho que se você se apaixonou vai ter que ceder em alguma coisa, mas não dá para exigir demais. Enquanto não prejudicar o outro, fizer chorar e sofrer, está ótimo.

Você já se apaixonou?

Já.

Está namorando o Neymar?

Gente… Ele é meu amigo!

Sabe que ele já disse a amigos que adora você, e que é uma moça pra casar…

Ah, as pessoas comentam tantas coisas, adoram ficar falando.

 

Neide chega à varanda, onde estamos, e complementa a fala da filha - Ela admira o Neymar profissionalmente. E acho que é muito cedo pra ela pensar em namorar sério, noivar, casar… Tem a profissão, os estudos na frente de tudo. 

Você se oporia se eles namorassem, Neide?

Eu gosto dele, é um bom menino. Mas não tem nada a ver: é amizade. E as coisas acontecem no seu tempo tempo. As pessoas têm que estar no mesmo timing, querer a mesma coisa.

ROUPAS NOVAS, VAIDADE E BELEZA

Estou vendo que você adora anéis, tem preocupação com a moda, maquiagem… Ama um shopping, não?

(risos) Sou um pouco consumista, sim. Compro mais roupas e sapatos. Mas escolho o que me faz sentir bem. Como já uso muita maquiagem durante o dia, no trabalho, quando chego em casa faço questão tirar tudo, manter a pele limpa. As pessoas gostam de se comparar, principalmente com as meninas das capas de revista. Mas elas têm que entender que, em muitos casos, a beleza sai com água e sabão. Você tem que ser o que é.

O que acha da ditadura da beleza, especialmente para quem trabalha em televisão?

Minha profissão exige que eu esteja sempre bem. Acho importante estar bem não só esteticamente, mas saudável e disposta. 

E se precisar ficar imensa de gorda ou careca para uma personagem?

Gorda?? (risos) Eu ia penar, chorar, mas comendo minha barra de chocolate, e o que fosse necessário. Ficar careca? Depende do papel.

Se fosse como o da Carolina Dieckmann, em Laços de Família (2000)?

Aí, claro! Nossa, todo mundo comenta até hoje, foi superemocionante e prestou um serviço muito grande (aumento do número de doações de medulas ósseas para transplante).

Você começou sua carreira muito cedo. Pediu aos seus pais para fazer TV ou foram eles que acharam que você levava jeito?

Costumo dizer, como ouvi uma vez de um diretor, que a profissão me escolheu. Eu tinha 5 anos e fui assistir ao programa Gente Inocente, apresentado pelo Márcio Garcia, na Globo, e pediram pra voltar. Fiquei de stand by para um comercial sobre a PM de São Paulo, e o menino que ia fazê-lo não apareceu. Achei ótimo, fiz sozinha. (risos) O comercial ganhou prêmio em Cannes. Fiz o curso de interpretação da Cininha de Paula, que também me deu uma força. Deixei o vídeo do comercial com o Ricardo Waddington (diretor) e ele me chamou para Mulheres Apaixonadas. Tudo foi acontecendo.

E você já sabia que a Salete teria que chorar muito?

Eu era acompanhada por uma coach, a Paloma Riani, e pelo Ricardo Waddington. A Vanessa Gerbelli, que interpretava minha mãe na novela, teve uma cena emocionante, e eu chorei também. Aprendi a trazer toda a vivência da personagem e chorar por causa dela, não por uma memória emotiva. Entendi que ‘puxar’ uma coisa da sua vida para usar nesses momentos não faz bem. Aí, começaram a vir as cenas da Salete chorando.

Nunca usou cristal japonês (artíficio para provocar o choro, utilizado por vários atores)?

Você já experimentou usar aquilo?

Já, embaixo de uma das vistas, e me deu um desconforto tão grande, foi horrível.

Pois é. Uma vez experimentei e tive essa mesma sensação. Nunca mais!

Em América (2005), também da Glória Perez, você fez a Flor, que vivia as dificuldades de uma deficiente visual. Acredita na função social do ator?

Foi uma personagem maravilhosa. Fiz laboratório. Fui ao Instituto Benjamin Constant, no Rio, especializado em deficientes visuais, e notei que eles não querem se sentir vítimas, que são pessoas fortes, batalhadoras. E quantas coisas precisam ser feitas para o dia a dia deles! Sem dúvida que temos uma função social. Venho percebendo ao longo da carreira que várias pessoas se identificam conosco. E que se puder levantar a bandeira por uma causa como essa, a gente deve. Se, além do entretenimento, a novela puder servir de alerta, de apoio àqueles que precisam, será ótimo.

Salve Jorge aborda o tráfico de pessoas. Você, que está no núcleo do Complexo do Alemão, percebe esse interesse das meninas em melhorar de vida, aceitando propostas que nem pesquisam?

Percebo que há muita falta de informação. A empregada de uma amiga minha, perguntou: ‘Mas elas não foram pra lá pra trabalhar?’, quando viu as garotas naquele quarto e entendeu que era para prostituição. O problema é que é tudo muito organizado, parece uma proposta verdadeira. E as meninas vêem como oportunidade. Tem também a ilusão de ganhar um bom dinheiro, em pouco tempo, para melhorar a vida dela e a da família. É sem dúvida um alerta. E acredito que muitas vão passar a prestar mais atenção no que é oferecido a elas.

EM FORMA, COM MALHAÇÃO E DIETA

Você está com um corpaço. Decidiu perder peso e malhar mais para fazer a Lurdinha, não foi?

Eu perdi 3 quilos, estou com 58. Mas com apoio de uma nutricionista, porque uma vez resolvi fazer uma dieta à base de sopa e frango, cortando totalmente os carboidratos, e fiquei doente.

Agora você tem uma alimentação balanceada?

Isso. Fiz uma detox (desintoxicação alimentar), tirando lactose, glúten e produtos industrializados. E tenho um cardápio que faz com que eu me sinta bem.  No café da manhã, uma vitamina ou suco de duas frutas, uma fatia de pão de espinafre, e outra de queijo de búfala. No lanche da manhã, uma barra de cereal ou duas tangerinas. No almoço, salada, arroz integral ou grão de bico, peixe ou frango. No lanche da tarde pode ser salada de frutas ou biscoitos de quinoa (sem glúten, nem lactose), e, à noite, uma sopa de frango com espinafre ou macarrão sem glúten.

Mas tem um dia que você pode comer o que quiser?

Aos domingos. Como pizza de margherita e chocolate. Sou chocólatra! E só tomo mate ou chá gelado.

Nossa, que força de vontade. Principalmente para uma adolescente, que já tem um corpo tão bonito.

Ah, mas não é ruim, não! O macarrão sem glúten com o molho de tomate – tomate mesmo -, que minha mãe faz é uma delícia.

E a malhação?

Depois de começar a gravar, ir à academia quatro vezes por semana ficou meio complicado (risos). Tenho feito dois treinos para gasto calórico – tipo boxe e cama elástica – e musculação. E um treino focando pernas e glúteos.

 O QUE BRUNA PENSA

LAZER – ‘Adoro cinema, qualquer filme, e sair com os amigos do colégio’ (ela está no 3º ano do ensino médio)

ASSÉDIO – ‘Tem que se acostumar. É tanto de homens quanto de mulheres. Geralmente pedem pra tirar fotos’

MÚSICA – ‘Ouço muito, de tudo. Meus preferidos são John Mayer, Maroon 5, Adele, Maria Gadú e Ivete Sangalo, entre vários outros’. (risos)

DESEJO – ‘Ser mãe lá pelos 25, 28 anos. Quero ter um filho e adotar outro’.

LUGAR – ‘Quero ir a Los Angeles. Fui a Nova York e Las Vegas, e adorei.’

SONHO DE CONSUMO- ‘Ter meu carro! (risos). Agora que vou fazer 18 anos…’ (em agosto de 2013!)

LIVRO – ‘Feliz à toa, da Martha Medeiros’

MEDO – ‘Perder alguém que amo. E de morrer, também. Acho que todo mundo tem esse medo.’

FAMA – ‘Estou fazendo o que amo, não posso reclamar de nada. A fama é consequência do meu trabalho. Mas ela não me ilude, nem manda na minha vida.’

MMA - ‘Fui assistir à luta do Vitor Belfort, que é nosso vizinho, e gostei. Fico nervosa assistindo, mas acho que é uma forma de torcer pelo meu país. Em geral, assisto com meus amigos do colégio, na maior vibração’.

FUTURO – ‘Continuar trabalhando e… fazer isso em Hollywood’ (risos).

 

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